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Ginecomastia
Fonte: SBCP - www.cirurgiaplastica.org.br/   

O QUE É GINECOMASTIA?

 
Ginecomastia é a proliferação benigna do tecido glandular da mama masculina que se extende mais que 0,5cm de diâmetro, concentricamente, a partir do mamilo (ginecomastia verdadeira). Quando ocorre por deposição de tecido gorduroso é chamada de ginecomastia falsa ou pseudoginecomastia. Podem ainda existir os tipos mistos. É freqüente a forma puberal surgindo entre onze e quatorze anos devido a baixa de testosterona e aumento do estrogênio, com freqüência regredindo em um ou dois anos. As formas que necessitam de correção cirúrgica são aquelas que não regridem espontâneamente. Existem diversas causas de ginecomastia patológica, entre elas: alterações hormonais; uso de corticóides e anabolizantes (comum em fisioculturistas); doenças hepáticas, insuficiência renal, hipertireoidismo; tumores testiculares e da supra-renal. A ginecomastia também pode ser produzida pelo uso de algumas medicações: bloqueador de canais de cálcio, isoniazida, etionamida, amiodarona, heparina, griseofulvina, captopril, analgésicos narcóticos, quinidina, diazepan, fenitoína, penicilamina, omeprazol, b-bloqueador, nitratos.
 
 
 
DIAGNÓSTICO
 
O histórico deverá informar se o crescimento das glândulas foi rápido, quais as medicações de uso freqüente, quais os hábitos do paciente e se o mesmo é portador de alguma doença hepática, renal ou endócrina, o exame físico deverá avaliar se há hipersensibilidade da mama, textura endurecida e irregular e se as lesões são maiores que 5cm de diâmetro (2-5cm em pacientes magros). Mamografia ou ultrassonografia (US) são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira.
A avaliação laboratorial inclui: função hepática e renal, e  dosagens hormonais.
 
ATO OPERATÓRIO: 
 
O tratamento cirúrgico é rápido (uma a duas horas), com alta hospitalar no mesmo dia da cirúrgia. As ginecomastias falsas constituidas de gordura são tratadas satisfatoriamente com a lipoaspiração. As ginecomastias verdadeiras são tratadas com incisão cirúrgica circundando o diâmetro inferior do mamilo e retirando-se a glândula aumentada.  Quando há excesso de pele, essa deve ser retirada para um resultado mais satisfatório esteticamente.
 
 
 
ANESTESIA:
 
Em sua maior parte as ginecomastias são operadas sob anestesia local. Apenas naqueles casos de grande volume mamário opta-se pela anestesia peri-dural alta ou anestesia geral.
 
QUEM DEVE FAZER?
 
Os pacientes em geral são adolescentes que recusam-se a tirar a camisa próximos a amigos ou parentes, e neste caso, a cirurgia trará grande melhora no convívio social do paciente. Pacientes que desenvolveram a patologia com o uso de medicações também se beneficiam da cirurgia. Pacientes em uso de medicações ou portadores de patologias que induzam à Ginecomastia podem lograr melhora e não necessitarem do tratamento cirúrgico após a retirada das medicações ou tratamento da doença de base.
 
COMO É O PÓS OPERATÓRIO 
 
O incômodo doloroso é pequeno tratado com analgésicos. Por  vezes é necessária a colocação de drenos, que serão retirados entre 48 e 72 horas. O paciente deverá manter repouso moderado, usar malha elástica evitar altas temperaturas e aglomerações. O retorno às atividades ocorre cerca de uma semana após a cirurgia e esportes estrão liberados após 30-40 dias.
 
COMPLICAÇÕES
 
Seroma: acúmulo de líquido abaixo da pele da região operada. Trata-se com punção aspirativa.
Hematoma: sangramento pós cirúrgico, que quando intenso requer drenagem e abertura de alguns pontos.
Infecção: colonização da área operada por microorgnismos. Tratam-se os casos leves com antibióticos e curativos sendo que os casos mais graves necessitam de desbridamento cirúrgco.
Cicatrizes Inestéticas: qualquer cicatriz cirúrgica pode ir desde a quase inaparência até a cicatriz queloidiana. O tratamento desta complicação consiste desde tratamentos com pomadas até correção cirúrgica.
Área deprimida no local onde antes havia o tecido aumentado: não é infreqüente e pode ocorrer devido a retirada em excesso do tecido anormal ou por retração cicatricial.
 
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